Jornada dá destaque à Enfermagem Obstetrícia no DF
Secretaria possui mais de 170 profissionais da área, responsáveis pela atenção à saúde da mulher e do bebê durante a gestação e o nascimento

Cerca de 200 inscritos participaram da II Jornada Científica da Residência de Enfermagem Obstétrica. Organizado pela Secretaria de Saúde (SES-DF), o evento reuniu, na última sexta-feira (6), residentes da área, técnicos e estudantes em um debate sobre o impacto do setor na assistência materna e neonatal. Na SES-DF, são 172 enfermeiros obstetras em seu quadro de servidores.

Dentre os temas abordados na jornada estão a utilização da ultrassonografia à beira do leito (TBL) e técnicas de uso da máscara laríngea em bebês e mães. “Uma das inovações que detalhamos no evento foi a TBL, que auxilia no manejo do trabalho de parto e na identificação precoce de intercorrências”, destaca a enfermeira obstétrica da SES-DF Ana Lígia da Silva Souza.
Para a coordenadora de Residência de Enfermagem Obstétrica (Coremo) da SES-DF, Kelly da Silva Cavalcante Ribeiro, a profissão se baseia no acolhimento, na escuta e no protagonismo da mulher durante todo o processo do parto. “Nossos cuidados são fundamentados em evidências científicas e humanização, desde a internação até o momento de alta”, explica.
Casa de Parto de São Sebastião
Na Casa de Parto de São Sebastião, por exemplo, ao longo de 15 anos, até junho de 2024, quase 6 mil bebês chegaram ao mundo com a ajuda de profissionais da unidade. Nos últimos três anos, ocorreram mais de 1,3 mil partos no local.

Um deles foi o da secretária Alda dos Santos Almeida, 41. Ela teve a filha Gabrielly em março de 2023 e relembrou com carinho o momento. “O parto durou um pouco mais de uma hora e ela nasceu sem nenhuma intercorrência. Lembro de me sentir feliz em poder contar com tanto cuidado, paciência e carinho da equipe. Fomos muito bem acolhidos e assistidos”, conta.
A dona de casa Ana Ester Andreza, 20, concorda com Alda. Em novembro, a filha Antonella nascia após três horas de parto. “O modo como fomos tratados fez com o parto fosse menos difícil. Os profissionais deram assistência em tudo. Ensinaram massagem para não empedrar os seios e posições para a bebe mamar melhor. São profissionais de excelência, receptivos, atenciosos. Gostei demais”, revela.
Para atender gestantes como Alda e Ana, a unidade possui quatro salas amplas equipadas com várias opções para a mãe ter o bebê, como cama, banqueta e até banheira. Na equipe atuam 13 enfermeiros obstetras e 15 técnicos de enfermagem.
Na Casa de Parto de São Sebastião, esses profissionais trabalham com pacientes considerados de baixo risco ou risco habitual que atendem os critérios do protocolo institucional, tais como: ter realizado pré-natal, ter taxas dos exames normalizadas, correta posição do bebê, entre outros.
“Cabe à gestante escolher a posição do parto. Este pode ser na água, acocorada, na banqueta. O importante é que a paciente se sinta confortável”, afirma a gerente da instituição, Luciana Moreira. “Estudos demonstram que a atuação da enfermagem obstétrica contribui na redução de óbitos maternos e fetais e de cesarianas”, acrescenta a gestora.
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Secretaria de Saúde do Distrito Federal | Assessoria de Comunicação